Ilustração Jaca

Quem nunca brincou de ser policial e correr atrás de bandidos? Essa é uma brincadeira muito divertida, não é? Mas, na vida real, o trabalho de um/a policial é bastante perigoso. Por isso, é preciso ter muita coragem. Quem escolhe ser policial passa por cima do próprio medo para defender as pessoas e deixar o mundo mais seguro. Essa é uma profissão essencial para a nossa sociedade e que vai muito além de prender bandidos ou aprender a usar uma arma de fogo.

Sabia que um/a policial pode fazer muito mais do que patrulhar as ruas atrás de criminosos? Dentro de um batalhão da polícia, o/a policial pode ter muitas funções diferentes. Quem nos conta é Beatriz Gerbase, da Polícia Militar do Estado de Alagoas. “Na polícia militar, há espaço pra todo mundo”, diz.

As opções são muitas. Se a pessoa prefere a ação nas ruas, pode trabalhar na polícia de operações especiais, de trânsito, rodoviária, ambiental, escolar, entre outras. Quem tem mais vocação para ficar na retaguarda pode fazer tarefas administrativas, analisar informações sobre a ocorrência de crimes para tornar as ações da polícia mais eficientes, cuidar da divulgação de informações, ensinar outros policiais e até trabalhar em departamentos de saúde e assistência social. Essas atividades dão apoio ao trabalho dos policiais que combatem o crime nas ruas.

Seja qual for a vocação da pessoa, as missões de quem entra para a polícia sempre passam por proteger as pessoas, fazer cumprir as leis e combater o crime. Para isso, é preciso muita preparação, tanto da mente quanto do corpo.

Na polícia trabalham pessoas de diferentes origens e formações. Beatriz, por exemplo, cursou administração pública na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro antes de entrar para a polícia. O início da carreira não foi muito planejado. Ela gosta de dizer que a profissão a escolheu: “Só depois de ter me tornado policial militar que eu me identifiquei com a profissão”, afirma. Para chegar lá, ela estudou muito até ser aprovada em um concurso público. Depois, ainda teve que passar por testes físicos e fazer um curso que durou meses.

Segundo Beatriz, existe um mundo de possibilidades dentro do batalhão, mas todo mundo começa pelo trabalho mais importante: o trabalho nas ruas. Qualquer policial começa pela razão de existir da polícia, que é manter as pessoas seguras. É justamente onde a ação acontece, mas onde é preciso o máximo de cuidado possível. “A rotina é muito dinâmica. Além do patrulhamento e atendimento de ocorrências, também participamos de algumas operações específicas”, explica.

Beatriz conta que essa é a parte mais perigosa, já que nem sempre é possível evitar o confronto com quem não segue a lei. A realidade é dura, mas nada que desamine. “O que me dá mais prazer é me sentir útil toda vez que coloco meu uniforme e consigo impedir um crime. Fico feliz quando posso defender uma mulher agredida ou tirar uma arma de fogo ilegal de circulação”, continua. Ela deixa um último conselho: “Se seu sonho é ser policial militar, dedique-se, estude e lembre-se de que o caminho até lá não vai ser fácil, mas no final com certeza vai valer a pena”.

Cathia Abreu

Instituto Ciência Hoje

Matéria publicada em 20.10.2020

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