Quando crescer, vou ser… surfista!

Ilustração Mariana Massarani

Um esporte que te leva para conhecer as praias mais paradisíacas do planeta e te faz rodar o mundo. Pois é, surfistas têm esse privilégio. Originário da Polinésia, um arquipélago do Pacífico, o surf começou a ganhar popularidade nos Estados Unidos na década de 1950, quando moradores do estado da Califórnia começaram a “pegar ondas”.

O carioca Gabriel Pastori tem experiência no assunto. Surfista há 23 anos, ele contou para a CHC um pouquinho das experiências que teve ao longo dessa jornada.

“A relação que eu tenho com o mar e com a minha saúde faz do surf um estilo de vida. Apesar de ser minha profissão, é como se fosse minha religião. Minha terapia, minha vida, o que me traz paz.  Eu surfo praticamente todos os dias. Mas também treino em academia e faço ioga”, conta.

Gabriel conta que já rodou o mundo com o surf. Nos últimos tempos, ele passa pelo menos seis meses por ano viajando para pegar ondas nos mais diversos lugares. A lista pode ser uma aula de geografia: Havaí, Indonésia, Peru, Estados Unidos, Austrália, Ilhas Maldivas, Índia, Portugal… Qualquer lugar com uma praia e boas ondas é um provável destino para um/a surfista: “O surf já fez eu dar uma volta bacana”, brinca.

Assim como diversos esportes, a prática do surf requer alguns cuidados. De início, é recomendado fazer aulas antes de se lançar ao mar em cima de uma prancha. Gabriel começou pelas escolinhas de surf.

“O surf é um esporte democrático, mas é importante aprender algumas técnicas. Hoje em dia existem vários projetos sociais em que a criança pode aprender. E, a partir do momento que você consegue uma prancha, que pode ser velhinha mesmo, o mar estará ali para todos, não precisa pagar por ele. O surf faz bem para todo mundo. E, se você tiver talento e conseguir fazer disso sua profissão, é um sonho realizado”, explica.

 

Ciência sobre as ondas

O fisioterapeuta esportivo Luan Diniz explica como o corpo humano reage durante a prática do surf: “A água é uma superfície muito mais instável que o chão, então você tem que ter um pouco mais de controle muscular para realizar os movimentos. Por conta da força das ondas, ocorrem mudanças bruscas de direção. Os músculos mais exigidos são os dos membros inferiores (as pernas) e os do tronco. Quando se muda de direção dentro de uma onda, existe uma contração grande dos músculos abdominais. Além disso, como é preciso remar para entrar em uma onda, e você também acaba utilizando bastante os braços”, explica.

Por exigir tanto preparo físico, comer bem e beber bastante água também são fatores muito importantes para surfistas profissionais.

“Por estar mais exposto/a ao sol, ele/a tem que ter uma hidratação maior, beber mais água e líquidos de uma forma geral. Precisa de uma ingestão maior de carboidratos também, além de bastante frutas e legumes. É uma atividade que prioriza mais carboidratos em relação às proteínas e gorduras. Mas o foco principal é a hidratação”, destaca Luan.

Em 2021, o surf estreou como esporte olímpico, em Tóquio, no Japão, e Ítalo Ferreira conquistou a medalha de ouro para o Brasil na categoria masculina.

Cathia Abreu,

Instituto Ciência Hoje

Matéria publicada em 04.08.2021

COMENTÁRIOS

  • Mônica Villaça Sevestre

    Muitas das coisas escritas eu ja sabia.

    Publicado em 24 de agosto de 2021 Responder

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