Mundo de curiosidades

Pterossauros não são dinossauros

Ilustrações Jaca

Os alados pterossauros e os terrestres dinossauros viveram no planeta durante o mesmo período e são parentes muito próximos. Mas pterossauros, apesar do nome com terminação parecida, NÃO eram dinossauros! Eles fazem parte do mesmo grupo de répteis, os arcossauros, e compartilharam um ancestral comum até meados do período Triássico (entre 252 e 201 milhões de anos atrás). Mas, a partir daí, nasceram duas linhagens distintas. 

Uma das linhagens deu origem aos dinossauros, que se estabeleceram a partir de um ancestral que vivia em solo, com características inicialmente relacionadas à locomoção em duas patas (bípede). Na outra linhagem, surgiram os pterossauros, que apresentavam características relacionadas ao voo e se originaram a partir de ancestrais arborícolas (que viviam em árvores).

Em resumo, pterossauros e dinossauros apresentavam características distintas, com papéis diferentes na natureza, embora, é verdade, tenham vivido na mesma época. Sabia dessa?!

Richard S. Buchmann de Oliveira
Laboratório de Paleontologia
Universidade Federal do Espírito Santo

O que é a megafauna?

‘Mega’ significa algo grande e ‘fauna’ se refere a animais. Juntas, as palavras dão a ideia de animais de grande porte. Mas o termo não se aplica a elefantes, girafas, hipopótamos… Megafauna faz referência a um grupo específico de mamíferos terrestres que viveu há, aproximadamente, 10 mil anos, incluindo as preguiças gigantes, os mastodontes e vários outros já extintos e bem diferentes, como o Xenorhinotherium bahiense

Já imaginou o tamanho que um mamífero do passado deveria ter para fazer parte da megafauna? Para ser considerado grandalhão, a ciência utiliza a nós, humanos, como medida base para essa delimitação, uma prática em várias outras comparações. Então, megafauna se refere a mamíferos extintos há milhares de anos de tamanho maior que o de um ser humano. Megainteressante, não acha?

Leonardo Souza Lobo
Campus Universitário de Tangará da Serra “Eugênio Carlos Stieler”
Universidade do Estado de Mato Grosso

Fóssil não é só osso

É claro que ossos descobertos de grandes dinossauros chamam a nossa atenção. Mas fósseis não são apenas ossos! Consideramos fósseis os restos ou pistas da existência de organismos que viveram há mais de 11 mil anos, no mínimo. 

Os restos são pedaços de organismos que podem ser ossos, mas também troncos de árvore petrificados, pólen, dentes, conchas, unhas, penas e, em casos mais raros, pele. Mas existem fósseis de organismos inteiros, como insetos presos em resinas (o âmbar) e mamutes encontrados congelados lá longe, na Sibéria.

Já as pistas, ou vestígios, são marcas deixadas por um organismo quando ele ainda era vivo. É o caso dos coprólitos (cocôs fossilizados) e também de pegadas, marcas de descanso, de arranhões e até mesmo de mordida. Tudo isso é muito importante para ajudar a entender alguns comportamentos desses animais.

Camila Neves
Departamento de Geociências
Universidade Federal de Juiz de Fora

Matéria publicada em 01.12.2023

COMENTÁRIOS

  • alissa foscarini gregio

    achei legal e interesante

    Publicado em 8 de dezembro de 2023 Responder

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admin

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