
Há 40 anos, um ilustre visitante cósmico se aproximou do nosso planeta: o cometa Halley! Um cometa é um grande pedaço de gelo com fragmentos de rocha e poeira misturados. Formados no início do Sistema Solar, há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, os cometas medem alguns quilômetros – sim, quilômetros! O Halley ganhou esse nome em homenagem a seu descobridor, o astrônomo e matemático britânico Edmond Halley. Em março de 1986, uma multidão aguardava ansiosa pela passagem do cometa no céu. Mas ele passou distante e foi difícil de se observar, mesmo com telescópios.
Foi na aparição anterior a essa, em 1910, que o cometa causou o maior alvoroço. Halley se destacou no céu, com sua cauda alongada! Naquela época, a astronomia já se encontrava bem desenvolvida, e foi possível até determinar a composição química da cauda do cometa. Esse foi um motivo de alegria para os cientistas, mas de desespero para o público em geral… Tudo porque foi detectada na cauda uma pequena quantidade de cianeto, um gás venenoso. A população se assustou e houve até quem comprasse máscaras antigás para se proteger de um suposto envenenamento. Nada disso aconteceu, porque os gases da cauda não representavam um perigo real. Isso só reforça como o conhecimento científico é importante, principalmente quando nos deparamos com uma situação nova e desconhecida!
Como é um cometa periódico, que só pode ser visto da Terra em intervalos regulares, o Halley voltará a passar por aqui! Ele completa uma volta ao redor do Sol a cada 76 anos, e a previsão é que isso aconteça de novo entre julho e agosto de 2061. Que tal ir preparando o seu kit de observação?
Eder Cassola Molina
Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas
Universidade de São Paulo

Cada célula do nosso corpo tem uma missão. Algumas ajudam o cérebro a aprender, outras fazem o coração bater, outras cuidam dos músculos para você correr e brincar, e outras protegem a pele. Cientistas estimam que a soma de todas as células do nosso corpo chega ao impressionante número de 37 trilhões!
Para que tudo funcione bem, essas células precisam se comunicar entre elas. E fazem isso usando algo como um “aplicativo invisível” do corpo. Ele manda mensagens simples que chegam ao corpo inteiro, como: “comece a trabalhar”, “pare um pouco” ou “precisamos de ajuda aqui”. As células trabalham sem parar! Todos os dias, algumas nascem e outras morrem, mas o corpo continua funcionando. Mesmo sendo muito pequenas, juntas elas fazem coisas incríveis e permitem que você viva, cresça, pense e se movimente.
Sara Gemini Piperni
Laboratório de Bioengenharia, Biotecnologia e Biomateriais Nanoestruturados (Labn)
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Chega o verão e ele ressurge com força. Pequenino e discreto, com listras brancas nas pernas e no tronco, como se usasse um pijama listrado, o Aedes aegypti pode parecer um mosquito inofensivo, mas torna-se perigoso se estiver infectado com os vírus causadores de doenças como dengue, chikungunya, Zika e a febre amarela urbana. A boa notícia é que há formas de proteção!
Todo mundo já sabe que a fêmea do mosquito costuma depositar seus ovos em água parada e limpa, portanto… é muito importante não deixar ao ar livre recipientes que acumulem água, como pratinhos de planta, baldes, garrafas, tampinhas, pneus e até brinquedos! Usar repelente também é interessante, mas, agora temos algo essencial: a vacina contra a dengue! Ela foi desenvolvida para reduzir o risco de infecção pelo vírus causador da doença e está disponível no sistema público de saúde! Você já tomou?
Jaqueline Aparecida Gonçalves Soares
Universidade do Estado de Mato Grosso
Isabela Soares de Andrade Dorneles
Escola Estadual Padre Arlindo Ignácio de Oliveira
Matéria publicada em 02.03.2026