Médico(a) no esporte!

“Lá vai o levantador. E lá vem a cortada. Do outro lado, o bloqueio funciona, mas… opa! Alguém se machucou!”
“Lá vai o primeiro golpe. E o segundo. O adversário cai de mal jeito e… a luta para!”
“Lá vai o centroavante driblando os adversários perto do gol. Ele vai marcar, você se prepara para comemorar, mas… essa, não! Ele foi derrubado! O juiz marca pênalti e manda vir a maca. O machucado foi feio!”

Gente, alguém pode chamar o médico?! Mas que médico? Um especialista em medicina esportiva, é claro! Eles são o socorro certo para os atletas, mas não entram em cena somente quando alguém se machuca. Eles acompanham os atletas no dia a dia, dando orientações para uma vida saudável, para evitar lesões e também para prestar socorro. Para entender um pouco mais sobre a medicina esportiva, a CHC conversou com Marcio Tannure, que é chefe do departamento médico do Flamengo e também acompanha atletas das artes marciais, do UFC.

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Divulgação

Ciência Hoje das Crianças: O que é a medicina esportiva?

Marcio Tannure: Medicina esportiva é parte da medicina com o foco na avaliação, prevenção de lesões e cardiologia do esporte, por exemplo. Cuida do paciente para que possa fazer atividades físicas com saúde e até para tratamento de algumas doenças.

 

CHC: Qual a diferença entre cuidar de uma pessoa que pratica atividades físicas regulares e de um atleta?

MT: Uma das principais diferenças é que as pessoas “normais” buscam saúde e bem-estar. O atleta busca resultado.

 

CHC: A medicina esportiva trata só de atletas? Ou vale para qualquer pessoa?

MT: Vale para qualquer pessoa que pratique ou queira praticar atividades físicas. Quando uma pessoa começa a praticar, o corpo dela muda. Seja atleta ou não.

 

CHC: Você sempre quis atuar nessa área?

MT: Sim, desde que entrei na faculdade já tinha essa vontade e comecei a atuar na área ainda como estagiário.

 

CHC: O que precisou estudar para chegar lá?

MT: Depois da faculdade de medicina, fiz residência em ortopedia e traumatologia e, depois, especialização em fisiologia e medicina do esporte.

 

CHC:Como é o seu dia a dia no centro de treinamentos? O que precisa fazer?

MT: É bem dinâmico. Acompanhamos treinos, jogos, viagens e cuidamos da saúde dos atletas, além de tratar das lesões.

 

CHC: Como é conviver com os jogadores? Você está com eles quase todo dia e até viaja com o clube.

MT: É uma relação intensa. Muitas vezes estamos mais tempo junto deles do que com as nossas famílias. Mas a relação é altamente profissional e de extremo respeito.

 

CHC: Sente que também tem um pouco do seu trabalho em cada vitória ou título?

MT: Com certeza, é de todos da comissão técnica e funcionários do clube. Sem essa estrutura física e humana nada aconteceria.

 

CHC: Qual é a diferença da sua rotina de trabalho no futebol e no UFC?

MT: No futebol, acompanho o dia a dia. No UFC, o trabalho fica mais intenso na semana que antecede a luta. E principalmente durante e após a luta, para cuidar dos atletas.

 

CHC: O que diria para uma criança que sonha em trabalhar com isso?

MT: Diria que tem que amar o que faz. Precisa de muita dedicação e não pode desistir. É uma profissão que dá muita alegria.

 

Thayuan Leiras,
Jornalista,
Especial para a CHC.

Matéria publicada em 28.06.2018

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