
As baleias estão entre os maiores animais do planeta, mas por muito tempo viveram sob grande ameaça. Até que, em 23 de julho de 1986, aconteceu algo muito importante: a caça comercial de baleias foi proibida. A discussão sobre o tema começou no ano de 1982 e partiu da Comissão Baleeira Internacional (CBI), uma organização composta por 89 países, incluindo o Brasil. O objetivo era salvar as populações de grandes cetáceos que restaram em todo o mundo, como a baleia-azul, que foi quase totalmente extinta no Hemisfério Sul. Dos cerca de 200 mil indivíduos que existiam antes da lei, restam apenas cerca de 10 mil atualmente.
Chamada de “Marco de 1986”, a suspensão da caça comercial de baleias foi um passo importantíssimo! Ela garantiu, globalmente, a proteção desses animais. Assim, em boa parte dos casos, as baleias conseguiram recuperar suas populações após décadas de perseguições. O Brasil se adiantou e seguiu a medida desde 1985, quando a Comissão Baleeira Internacional já debatia o assunto com seus países membros.
Infelizmente, Japão, Noruega e Islândia não entraram no acordo e continuaram a matar baleias para fins comerciais. A Noruega tem como alvo as baleias-minke, enquanto a Islândia caça tanto as baleias-minke quanto as baleias-fin, o segundo maior animal da Terra. Essa é uma notícia muito triste, porque baleias e golfinhos têm um papel fundamental no equilíbrio dos oceanos e do clima do planeta, transportando nutrientes e matéria orgânica desde as regiões polares até os trópicos.
O fim da caça de baleias, há 40 anos, foi uma conquista para a proteção da vida marinha e deve ser celebrada. Assim como a revista CHC, que há quatro décadas faz a sua parte, divulgando ações importantes como essa!
Salvatore Siciliano,
Escola Nacional de Saúde Pública,
Fiocruz.
Matéria publicada em 01.09.2026
Para acessar este ou outros conteúdos exclusivos por favor faça Login ou Assine a Ciência Hoje das Crianças.