As cores do hidrogênio

Você já ouviu falar que tudo, tudinho que existe no mundo, é feito de elementos químicos? Pois acredite, porque é verdade! As estrelas, o seu corpo, o arroz com feijão que você come, o lápis que escreve, a borracha que apaga… tudo é feito de uma combinação entre alguns dos 118 elementos químicos que conhecemos até hoje. Um deles, o hidrogênio, é considerado o elemento químico mais abundante do Universo. E a nossa conversa aqui é sobre ele e as suas cores!

Nos últimos anos, o hidrogênio, o elemento químico mais abundante do Universo, se tornou especialmente popular por ser uma fonte alternativa aos combustíveis que utilizamos hoje em dia. Como assim? Vamos ver…

Quando usamos combustíveis fósseis, como a gasolina, por exemplo, produzimos como resíduo o dióxido de carbono – também conhecido como gás carbônico, um gás importante para a vida na Terra, mas que, em excesso, contribui para o superaquecimento do planeta. Já quando usamos hidrogênio como fonte de energia, adivinha qual é o resíduo? Água! Isso mesmo!

O hidrogênio é um gás invisível, mas que tem sido relacionado com diferentes cores que representam avanços para um futuro mais sustentável. Mas vamos devagar com essa história!

Se você acende um fósforo em um ambiente com ar, o fogo fica no palito. Mas, se você acende em um ambiente em que o ar tem alta concentração de hidrogênio e oxigênio, acontece uma perigosa explosão!

Essa explosiva descoberta só foi nomeada em 1783, pelo cientista francês Antoine Lavoisier. O nome do gás inflamável tem origem grega. É a junção de hydro (= água) e genes (= formador/criador), que significa “formador de água”. Na época, Lavoisier estava realizando um experimento para formar água a partir de dois gases: oxigênio e hidrogênio.

Além da possibilidade de ser empregado como fonte de energia, o hidrogênio é muito utilizado na indústria química para diferentes finalidades, inclusive para refinar o petróleo, etapa importante na produção de combustíveis fósseis. Mas onde estão os hidrogênios coloridos?

Rachel de Campos Vilas Novas
Departamento de Química
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Matéria publicada em 27.03.2026

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