Benditas cópias!
No verão de 1929, Inge Lehmann assumiu a chefia do novo Departamento de Sismologia do Instituto Geodésico Dinamarquês. Ela passou a ser responsável pela operação das estações que monitoram os terremotos, com o apoio de alguns assistentes técnicos.
Em 1932, Inge escreveu uma carta para um dos maiores sismólogos do mundo, Harold Jeffreys, contando o que havia descoberto após sua análise de vários registros de terremotos. Em um grande sismo ocorrido na Nova Zelândia, de magnitude 7,8, ela percebeu que apareciam certos sinais de ondas sísmicas em lugares onde, pelo modelo da Terra que se conhecia na época, esse tipo de onda não deveria existir, ou seja, as ondas sugeriam que havia algo diferente dentro da Terra que ainda não tinha sido levado em conta pelos cientistas.
Confiante, interpretou a presença das novas ondas como originárias de desvios em uma camada sólida ainda mais profunda da Terra, um núcleo interno, e se prontificou a enviar os dados ao famoso pesquisador.
A resposta de Jeffreys foi desanimadora. Pediu que ela não enviasse mais dados, porque estava muito ocupado para analisá-los. Como Inge era muito organizada, ela redigia suas cartas usando papel carbono para fazer cópias e guardava todas as correspondências com o pesquisador. Foram essas informações que ficaram na história!
Enfim, reconhecimento
Sem desanimar com a falta de atenção de Jeffreys, Inge publicou os resultados de suas pesquisas em 1936 num artigo com o simples título: P’, no qual mostrava que aqueles registros de ondas sísmicas na Nova Zelândia só faziam sentido se existisse, dentro do núcleo líquido da Terra já conhecido, um núcleo interno sólido. Renomados sismólogos aceitaram a teoria dois anos depois, mas Jeffreys só a reconheceu formalmente em 1939, sete anos após a carta enviada por Inge.
Depois de se aposentar, em 1953, Inge se dedicou mais livremente ao estudo da estrutura da Terra, e, no final da década de 1960, publicou suas conclusões sobre uma outra camada ainda desconhecida, a 220 quilômetros de profundidade, que ficou conhecida como “descontinuidade de Lehmann”.
Título demorado
Inge recebeu seus maiores títulos acadêmicos já com quase 80 anos de idade: de doutora honoris causa pelas universidades de Columbia e de Copenhague. O próprio Jeffreys, finalmente, manteve correspondência com Inge até os anos 1960, e incorporou diversas outras descobertas da cientista em seus modelos da Terra, que são a base do que se conhece sobre o planeta atualmente. Ainda assim, eles nunca publicaram artigos juntos.
Em 1971, Inge foi a primeira mulher a receber uma grande honraria da União Geofísica Americana, a Medalha Bowie, um dos prêmios mais importantes da geofísica. Embora reconhecida, a única sismóloga existente na Dinamarca por mais de 25 anos não teve vida fácil na ciência. Consta que ela própria teria afirmado a seu sobrinho certa vez: “Você não imagina quantos homens incompetentes tive que enfrentar — em vão”.
Grupo A
Oi somos alunos da escola E M E I E F Mário Pedro, do 6 A, nós gostamos muito desse texto,, aprendemos muito com ele 😁
Eder Molina
Olá, Grupo A, ficamos felizes com teu comentário. Continuem lendo as maravilhosas matérias da CHC.
😉
Marcos
Sou seu fã, Éder!
Eder Molina
Puxa, você não imagina como fiquei feliz com esta descoberta! OBRIGADO!
🙂
Ana
Cadê o Caderninho de propostas pedagógicas para trabalhar os temas com as crianças?
Eder Molina
Puxa, é mesmo, faltou…
🙁
renato luz
amei sicero
Eder Molina
Ficamos muito felizes com isso, Renato!
😉
Loreni
Que história incrível!
Adorei conhecer a Inge!
Eder Molina
A Inge foi uma pessoa realmente muito especial, não, Loreni?
😉
LORRAYNE EDUARDA DE OLIVEIRA ALEXANDRE
gostei muito
JULIANA CAPPELLARI
OLA, SOU JULIANA CAPPELLARI TENHO 8 ANOS, ACHEI INCRÍVEL ADOREI A HISTÓRIA, SOU DE SORRISO MT.
Professora Tamara
Olá, somos alunos do 3º ano A, no Colégio Argumento. Adoramos conhecer a CHC e este artigo é muito interessante.
Jade Jamoni Moreira
Amei a Inge, meu nome é Jade
Enzo Gabriel dos Santos Costa
É bem legal!Eu me interessei muito sobre o nucleo da terra e a Inge elá parece ser muito determinada e eu agradeço muito pela oportunidade de poder ler essa reportagem.
Helena rupitai
oi galerinha
Jaqueline Santos
Imbetiba, 16 de março de 2026
Olá me chamo Cláudio Henrique ,tenho 8 anos
E sou estudante do 3°ano da escola Barroco Lopes ,e gosto sou autista e estou comendo a ler então preciso da ajuda da minha tia pra esta lendo para mim.
Gosto das notícias para crianças .
Quero elogiar o jornal de vocês, porque ele ensina muita coisa interessante. As crianças reportagens são fáceis de.entender e ajudam as crianças a aprender sobre o mundo , a ciência e a natureza.
Parabéns pelo trabalho de vocês!
Continue fazendo notícias para as crianças aprenderem e se informarem
Com carinho
Maria Fernanda Rodrigues Gonçalves
Nossa amei estudar sobre quem descobriu as camadas da terra!
Eu amo ciencias é esse e meu estudo favorito.
MARIA TERESA E HELENA DÁRIO.
OLÁ, SOMOS DO 3° ANO DO COLÉGIO EBASA OBJETIVO DE SANTA CRUZ DO RIO PARDO.
GOSTAMOS MUITO E ACHAMOS MUITO CRIATIVA A ENTREVISTA DA CIENTISTA QUE DESCOBRIU O NÚCLEO DA TERRA.
NÓS ACHAMOS MUITO FANTÁSTICO E QUEREMOS QUE CONTINUEM ASSIM POR QUE ESTAMOS ADORANDO.
REVISTA CHC, ESPERAM QUE TENHAM UM ÓTIMO DIA.
Mirela Amorim
olá, Eder Molina, essa matéria é incrível ! eu acho a descoberta do núcleo interno da Terra essencial para a vida. o que eu achei muito legal que foi uma mulher que descobriu o núcleo interno da Terra. E foi muito legal da parte dela doar seu material para a escola! abraços Mirela.
Louise 8 anos
Boa tarde. Muito boa a notícia
cat
gostei muito deste texto ele nos insinou que as mulheres são tão capasses quanto os hemens.